terça-feira, 6 de maio de 2014

PENÉLOPE




PENÉLOPE

Ela só dá ponto sem nó
Tece minutos, tece horas
Tece anos, tece amor
Amor tecido ter sido
Amortecida toda ela
A morte em vida
À espera
Os deuses fazem desfazem
Os heróis luzem grandes feitos
E das mulheres o que foi feito?
Um ponto de lágrima
Um ponto de cruz
Um ponto de esperança
Penélope não se cansa
Gira a roda e se enrosca
Nas malhas do destino
A felicidade por um fio?
Desmancha de noite
O trabalho do dia
Pálida presença na Odisséia
Não mereceriam
As mil provas de agonia
Em vez de cantos ao recato
O reverso do verso
De uma Penelopéia?

@ Renata Cordeiro

7 comentários:

Nerd disse...

Nice ;)

Blue disse...

Essa Penélope vou te contar
ela é mesmo de aprontar
se ela com ponto cruz
borda até acabar a luz
como pode que mesmo assim
poesia faz, bom mas enfim
que tenho eu que ver com isso
se vim aqui pra só ler e ver...

Beijo

Daniel Costa disse...

Renata

Penélope tecia mas Ulisses não aparecia, que valia era retroceder. Sempre houve a fé de vencer.
Beijoser

Rosemildo Sales Furtado Furtado disse...

Olá Renata! Passando para te cumprimentar e apreciar mais uma das tuas belas criações.

Beijos e muita paz para ti e para os teus.

Furtado.

wcastanheira disse...

Um mimo, beeem quentinho, delicadamente sensual, gosto muiiiito deste estilo de leitura, viajar, sonhar, delirar e dxar pra guria beijinhos e beijinhosssssssssss

Nilson Barcelli disse...

O teu poema é uma verdadeira odisseia poética.
Excelente, gostei imenso.
Tem um bom fim-de-semana, querida amiga Renata.
Beijo.

Nilson Barcelli disse...

O teu poema é uma verdadeira odisseia poética.
Excelente, gostei imenso.
Tem um bom fim-de-semana, querida amiga Renata.
Beijo.

PS: a verificação de palavras é penosa, já que são precisas várias tentativas. Sugiro que a retires para não dar trabalho aos teus leitores...